Como escolher Imóvel na medida certa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Grandes áreas de lazer, vários quartos, poucos banheiros? Perto do trabalho ou próximo a uma área de natureza preservada? Antes de comprar, é preciso responder algumas perguntas importantes, para escolher  um imóvel que reflita o seu jeito de morar.

---Comprar um imóvel é uma tarefa que requer, primeiramente, uma boa auto-análise. Solteiros, por exemplo, preferem morar perto do trabalho. Casais com crianças pequenas costumam priorizar prédios com boa oferta de áreas de lazer. E você? Como seria o imóvel mais adequado para o seu estilo de vida? Saiba o que considerar  na hora de escolher o seu imóvel.


Pessoas sozinhas, solteiras, recém-casados, casais sem filhos
Se a renda é apertada, prefira área comum simples e barata de manter (condomínio baixo); do contrário, invista em espaços de convivência incrementados. Avalie se o espaço interno do imóvel é fácil de manter (com poucos banheiros, por exemplo). Você prefere um local mais central ou perto do trabalho? Pense nisso. E não se esqueça de considerar se o imóvel oferece liquidez de venda.

Casal com crianças ou adolescentes, pai ou mãe separados com filhos
O ideal é garantir um espaço interno com vários quartos, para manter o conforto da família. Área comum (de lazer) ampla é importante para entreter as crianças. Pensar nos itens de segurança deve fazer parte do planejamento. É interessante ainda pensar num apartamento com ambientes de convivência (sala íntima, de TV) reversíveis para quando os filhos saírem de casa. A proximidade da escola dos filhos também deve pesar na escolha.

Separados e viúvos (sem filhos vivendo junto)
Localização é importante. Priorize um imóvel próximo do trabalho e dos filhos. Na maioria dos casos, a área comum pode ser mais simples - e, portanto, mais barata de manter (condomínio baixo), para acompanhar uma possível diminuição do patrimônio. Não deixe de pesar a segurança.

Idosos
Nessa etapa da vida, a proximidade da família, da vizinhança e uma localização central são fundamentais. O espaço interno deve ser de fácil manutenção (poucos banheiros, por exemplo), com
infra-estrutura e instalações (elétricas e hidráulicas) em bom estado. Dê preferência a área comum simples e barata de manter (condomínio baixo), para acompanhar eventual queda de renda familiar.
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Para mim, o mais importante era...
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Fazia um ano que eu estava de olho...
Usados também têm vez
Como o estoque de moradias vazias é grande (5 milhões nas regiões metropolitanas do Brasil) e a oferta de crédito também se estende a esse tipo de imóvel, adquirir um apê velhinho pode ser a solução para certas pessoas. A opção por um imóvel antigo - em comparação com os novos - tem como atrativo a localização, especialmente nas grandes cidades, e o preço. "Em geral, vão bem para profissionais liberais, estudantes, casais sem filhos, gente só... Quem gosta do agito da cidade", diz a urbanista Raquel Rolnik. Considere a possibilidade se, além do itens citados, você fizer questão de espaços amplos e tiver disposição para reformar. Mas atenção: ausência de garagem, área comum simples e instalações antigas fazem parte do pacote.

"Cada degrau descido na pirâmide social representa um acréscimo gigantesco de gente, de clientes em potencial", diz Thomaz Assumpção, da Urban Systems Brasil, empresa que faz análise do mercado imobiliário, explicando por que muitas dessas companhias estão investindo em soluções de larga escala e modos racionalizados de construção. Antônio Guedes, diretor de novos negócios da Cyrela, afirma que, "nessa faixa de preço, o ganho depende do volume". Operar desse modo significa erguer edifícios com plantas fixas (que não podem ser alteradas pelo cliente durante a obra), grande número de unidades e paredes de alvenaria estrutural (impossíveis de reformar). A Norcon, quarta maior construtora do Nordeste, dona de um sucesso de vendas destinado à classe média, o Condomínio Reserva Atlântica, em Salvador, faz algo semelhante: tem uma fábrica de pré-moldados. "Subimos as paredes já com rede elétrica e hidráulica dentro", explica Caroline Teixeira, diretora de marketing da empresa. "Tudo indica que o investimento das grandes incorporadoras será em condomínios- clube para a classe média", avalia Mauricio Eugenio, consultor da área imobiliária, descrevendo o novo "queridinho" do mercado. "São imóveis pequenos, com dois ou três dormitórios, com grandes áreas comuns, afastados dos centros, dotados de inúmeros equipamentos de lazer, segurança, dispostos em torres de apartamentos totalizando ao menos 400 unidades", resume. É bom, mas não para todo mundo. A questão é saber se as incorporadoras conseguirão atender a estilos de vida tão variados de camada tão vasta da população.

Cada família, uma sentença A solução em grande escala tem lá seus poréns. "A partir de agora, o mercado vai ser de massa e de nicho e pede empreendimentos variados", alerta Thomaz. "Se o modelo existente for repetido - apenas em versão mais barata -, esse novo público não ficará plenamente satisfeito", argumenta. Ref lexão amparada nas mudanças ocorridas na composição da população brasileira, assim como no esgotamento de certos formatos. "Os apartamentos de quatro dormitórios lançados em São Paulo em 2006 já não têm tanta liquidez", diz Luiz Paulo Pompéia, da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), referindo-se à modalidade de imóvel em que tantas incorporadoras investiram nos últimos anos. Outra constatação importante: "O número de pessoas sós vem aumentando, diminui o número de filhos por família e a esperança de vida subiu (a média está em 67 anos). Tudo isso muda a composição familiar", avalia Raquel Rolnik. Como vai ficar? "Imagino que as construtoras pequenas e médias, com menor capacidade de investimento, possam, em busca de competitividade, desenvolver habitações para perfis específicos", diz Celso Petrucci, do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). "Outra possibilidade é adaptarem prédios em zonas centrais, como já ocorre no Rio de Janeiro", completa José Conde Caldas, presidente da construtora carioca Concal. A demanda total é de quase 8 milhões de residências novas. "Esse mercado deve se desenhar melhor em cerca de quatro anos. Mas não é uma bolha - e sim um movimento sólido", conclui Wilson Amaral.

Mirando a Copa 2014, investimento em hotéis chega a R$ 2,4 bilhões

Montante será aplicado nas 12 cidades-sede do Mundial



O setor hoteleiro do Brasil projeta investimentos de R$ 2,4 bilhões na construção de 92 novos empreendimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Os números surgiram de levantamento realizado pela Jones Lan LaSalle Hotels, a pedido do jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo a reportagem, o volume de recursos deve aumentar, já que na cidade de São Paulo, por exemplo, só está prevista a reforma de um hotel com 126 quartos até o momento.

Peter Vader, presidente da operadora BHG, terceira maior do país, diz que São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza são as cidades mais atraentes.

Cidades como Curitiba, por outro lado, apresentam perspectivas mais modestas devido à consolidação da rede hoteleira local.

O estudo também detectou que a grande aposta dos hoteleiros é no segmento de viagens de negócios e na expansão do mercado doméstico, com foco em empreendimentos econômicos e de médio porte.
De acordo com a reportagem, a decisão de instalar novos hotéis considera o potencial de crescimento econômico e a projeção de aumento da demanda nas cidades.

Morar em apartamento

Segurança, lazer e outros atrativos têm levado cada vez mais pessoas a morar em apartamentos. Mas existe a parte difícil dessa empreitada: viver em condomínio. Aproveite as orientações preciosas para escolher um lugar com o seu perfil e ser feliz ali.

--Bem-vindo ao seu apê. Você ajustou o orçamento aqui e ali, deu uma boa repaginada nos ambientes do imóvel e só pensa agora em curtir o dia-a-dia no maior sossego. Até ser acordado, um dia, pelos latidos do cão do apartamento acima do seu, desesperado pela ausência do dono. Ou ser obrigado a aturar um vizinho que vive às turras com os demais porque o jornal dele é surrupiado aos domingos. Já imaginou situações assim? Elas podem ocorrer em qualquer condomínio. "Há pessoas que focam as vantagens desse tipo de empreendimento e esquecem que envolve dificuldades e requer aceitação de regras", diz a socióloga Ana Mércia Silva Roberts, que defendeu tese de doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre vida em condomínios fechados. Para quem está na fase da escolha do imóvel, os primeiros passos para evitar enroscos são ficar a par da administração dos recursos e investigar se o perfil dos moradores e a rotina do local combinam com seu estilo de vida. Peça para verificar a ata das assembléias, onde consta a rotina do prédio. Ela pode dar sinal verde ou vermelho para o negócio.


A arte de compartilhar
Cada condomínio tem suas particularidades. A administradora de empresas Zélia Lacerda, de São Paulo, procurou um local onde houvesse bastante criança para fazer companhia à sua filha, Vitória, de 8 anos. "Um casal idoso não acharia a menor graça na barulheira da molecada", reconhece. E, como morou mais de uma década numa casa, Zélia estranha a falta de privacidade do novo endereço. "Todo mundo f ica sabendo de qualquer coisa que acontece", comenta. Segundo a socióloga Ana Mércia, conf litos na convivência surgem justamente da contradição entre a tendência de as pessoas se agruparem, especialmente nas grandes cidades, pautadas pela verticalização, e a ânsia por privacidade. "Hoje vivemos tempos mais individualistas. Não é fácil tolerar o que é diferente da gente", argumenta Mércia. Para evitar confusão e estabelecer direitos e deveres, além de organizar a gestão dos negócios, os condomínios elaboram uma convenção, que funciona como uma constituição. "Um condomínio é democrático desde que exista a participação dos moradores", diz Hubert Gebara, vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Faça valer as leis.
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Optei por um
apartamento maior...
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A vida em condomínio
é um exercício...
No ranking das atribulações, figura também a taxa de condomínio. Ok, freqüentar assembléias não é dos programas mais agradáveis. "Mas é a melhor maneira de avaliar se existe controle austero do dinheiro", diz Rosely Schwartz, professora de administração de condomínios nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo. O que pode turbinar as despesas, contudo, é a inadimplência. "Na cidade de São Paulo, calcula-se que a taxa seja de 6 a 8%", afirma Hubert. O calote é um dos motivos de preocupação do chef de cozinha Demian Figueiredo, habitante de um prédio na capital paulista onde moram apenas 12 famílias. "Como rateamos as despesas entre poucos apartamentos, se alguém deixa de pagar, pesa para os demais", diz. A multa em caso de atraso é de 2% ao mês. Um valor maior precisa ser aprovado em assembléia com três quartos dos condôminos. "Primeiro, tenta-se negociar com quem está devendo; se não der resultado, cobra-se em juízo", explica Frederico da Costa Carvalho Neto, professor de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Em geral, aguardam-se pelo menos três meses. "A regra mais importante para a convivência pacífica é o bom senso. Ele evita arbitrariedades", completa Rosely.

Gentilezas fazem a diferença
Os vizinhos olham torto para você? Atenção às dicas de comportamento.

Elevador. "Valem regras à moda antiga - por exemplo, os mais velhos entram primeiro. Também não custa manter a porta aberta para aguardar um morador que esteja se aproximando", diz a jornalista Márcia Zoladz, de São Paulo.
Garagem. Não estacione nem sequer um "minutinho" na vaga de outro. O dono aparece quando a gente menos espera.
Crianças. "Evite autorizar brincadeiras que perturbem o vizinho de baixo. Convém até instalar um piso que absorva ruídos", aconselha a consultora de etiqueta paulista Glória Kalil.
Animais. Escolha raças dóceis como lhasa apso e maltês, e que se adaptem à ausência do dono. Não deixe o cão sozinho em casa latindo sem parar.

O que você deve saber na hora de comprar um carro novo?

O que você deve saber na hora de comprar um carro novo?













 Antes de tomar a decisão de compra de um carro novo é necessário estudar detalhadamente o seu orçamento e estar ciente que o valor gasto não se resume em parcelas e combustível.
Segue uma lista de ítens a se considerar na compra de um veículo:
* IPVA
* Licenciamento
* Seguro
* Manutenção
* Reparos
* Combustível
* Estacionamentos
* Lavagens
* Depreciação
Vale a pena ressaltar que veículo não pode ser visto como um investimento ou moeda de troca. É um bem de alto valor que tem ser adquirido pela razão e não pela emoção, e que perde muito do seu valor apenas por retirar da concessionária.
Como pesquisar o melhor preço? (veículos usados)

Antes de decidir a compra é necessário fazer uma pesquisa e ter como base o valor médio do veículo de interesse. Uma forma de ter acesso a esse preço é consultando índices de preços como a tabela Fipe.
A tabela FIPE é um índice de preço médio feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que considera a variação de preços por região, cor, tipo de pintura, acessórios e opcionais , sendo desconsiderados, para efeito de cálculo, aqueles veículos excessivamente distantes da média. Os cálculos são feitos por região (integrando 24 estados), pois serve de base para o cálculo do IPVA.
O consumidor poderá utilizar a tabela como parâmetro para a compra e venda de veículos. A medição, é feita mensalmente e a tabela é publicada na integra as segundas-feiras no Jornal Valor Econômico. O consumidor pode consultar o preço médio do veículo de interesse pelo site da FIPE Além da Tabela Fipe o consumidor pode consultar os cadernos especializados em carros dos jornais, que saem, geralmente uma vez durante a semana e também trazem a relação dos preços médios dos veículos.
Quais são os tipos de financiamento?
Para a compra de automóvel temos em prática dois tipos de financiamentos, para pessoa física. O CDC que é um empréstimo feito para a compra específica de um bem, e o Leasing que é um contrato de aluguel, mais utilizado em veículos novos, que ao final do contrato o consumidor pode optar em não adquirir o veículo e recuperar parte do valor investido.
Seguem informações detalhadas sobre as duas modalidades:
CDC – Crédito Direto ao Consumidor: O valor pode ser parcelado em até 60 vezes, podendo, o cliente, antecipar e até quitar as parcelas. Nesta modalidade o documento do veículo é registrado em nome do cliente, com a observação de alienação da instituição financeira. O valor das parcelas, geralmente, são mais altas que na outra modalidade, pois o consumidor paga, junto a parcela, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). No caso de inadimplência a retomada do veículo, por parte da instituição financeira, é mais demorada do que no Leasing.
Leasing – Arrendamento Mercantil: Nesta modalidade a instituição financeira arrenda (paga o preço proposto) o veículo parcelando em até 72 vezes para o cliente. A documentação é emitida em nome da instituição financeira e o cliente não pode antecipar as parcelas ou quitar a dívida, só em contratos de 36 meses após a 24ª parcela. No Leasing as parcelas são mais baixas que no CDC, pois não é cobrado o IOF, mas no caso de inadimplência a retomada do bem é mais rápida por parte da financeira.
O que tenho que saber para contratar uma seguradora?
É necessário saber se o corretor e a seguradora possuem registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Para isso basta entrar em contato no telefone 0800-218484. A SUSEP é o orgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros. Se o negócio for feito com um corretor independente, procure anotar o nome completo do contato, CPF e Registro no SUSEP para fazer uma consulta na – FENACOR- Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados, se o corretor recusar informar os documentos, não feche o negócio.
É interessante fazer uma consulta ao cadastro de reclamações fundamentadas do PROCON no telefone 151, que abrange todo o território nacional, para verificar se consta algum registro em nome da empresa seguradora. Além de ler com atenção o contrato antes de assiná-lo.
Anote todos os pontos de difícil compreensão e procure um posto do PROCON ou um advogado que possa auxiliá-lo na compreensão, se necessário. É muito importante avaliar mais de uma empresa e optar pela que mais atende suas necessidades.
O que saber sobre Franquia?
Franquia é o valor pago pelo segurado no caso de danos parciais, ou seja, é o valor que deve ser pago pelo segurado, no caso de colisão, quando os prejuízos do veículo forem inferiores a 75% do seu valor médio. A franquia só deve ser cobrada quando o veículo do segurado e, em alguns casos, veículos de terceiros tiverem que ser consertados. No caso de perda total, roubo e furto o segurado fica isento do pagamento da franquia.
O valor da franquia é definido com base no valor do veículo, tendo o segurado total autonomia para alterar o valor proposto pela seguradora. Quanto maior o valor da franquia, menor o valor do seguro e assim sucessivamente.
Prêmio é o preço do seguro, o valor que o segurado deve pagar pelo serviço. Ele é calculado com base no perfil do segurado, prazo do seguro, no valor segurado e na exposição do veículo a risco.
Quais são as Modalidades de Seguro?
Desde de 2000 as seguradoras são obrigadas a oferecer entre duas modalidades da cláusula indenizatória de perda total do automóvel. São elas: valor determinado ou valor de mercado Referenciado.
Valor Determinado: é quando o valor a ser pago, no caso de perda total, é o combinado na assinatura do contrato, não havendo variação ou qualquer tipo de consulta. Essa modalidade, geralmente é mais cara, porém o segurado receberá a quantia equivalente a da compra do veículo.
Valor de Mercado: é a garantia do pagamento do veículo com base no valor médio de mercado. Ou seja, no caso de perda total, furto, roubo do veículo a seguradora consultará tabelas de preço de publicações especializadas, exemplo FIPE, para verificar o valor médio do carro, respeitando a data do incidente. Essa é a modalidade mais popular por causa do seu valor reduzido. As seguradoras mantêm uma taxa específica para cada categoria de automóvel, que incide sobre o seu valor e varia conforme e região.
O que é o IPVA?
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA – é um imposto estadual obrigatório cuja alíquota varia a cada estado, de 1% a 6% do valor total do automotor. Anual, o IPVA é cobrado de proprietários de automóveis, motocicletas, aeronave e embarcações.
Sua receita é dividida entre o Estado (50%) e o Município (50%) onde o veículo é registrado, e destina-se, segundo a Secretaria da Fazenda, ao financiamento de serviços básicos de que a população necessita, tais como: saúde, educação, segurança, transporte etc.
O Estado divide o pagamento do imposto em até três vezes, com a opção de 3,0% de desconto para o pagamento a vista. Após o vencimento da primeira parcela ou da cota única com desconto, o contribuinte não poderá parcelar ou efetuar o pagamento com desconto. Caso o contribuinte atrase o pagamento das demais parcelas ou da cota única sem desconto, estará sujeito à multa de 20% e juros de mora calculados pela variação da taxa selic.
Quem está isento do IPVA?
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é obrigatório, porém segue abaixo a relação dos isentos deste encargo, são eles:
* proprietários de veículos terrestres com mais de 20 anos de fabricação;
* taxistas autônomos (táxis pertencentes a frotas pagam o imposto);
* veículos de sindicatos de trabalhadores, consulados, entidades assistenciais e igrejas;
* veículos adaptados especialmente para deficientes físicos;
* veículos utilizados para o transporte urbano e máquinas agrícolas;
* aeronaves e embarcações fabricadas a mais de 30 anos.
Sou obrigado a pagar o seguro obrigatório? Qual é a utilidade?
O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores em Vias Terrestres – DPVAT – é obrigatório, por determinação da Lei 6.194/74 de 1974. O seguro tem como objetivo garantir às vítimas de acidentes causados por veículos, ou por suas cargas, indenizações em caso de invalidez permanente ou morte, e o reembolso de despesas médicas. As indenizações do DPVAT são pagas independentemente de apuração de culpa.
O não pagamento deste seguro não resulta em multas ou encargos, porém ele está diretamente ligado ao licenciamento do veículo. Um veículo sem DPVAT é um veículo sem licenciamento.
Qual é o objetivo do licenciamento?
O objetivo do Licenciamento é atestar, anualmente, se o veículo está de acordo com as obrigações referente ao seu uso, como, condições de segurança e conformidade quanto às normas de emissão de poluentes e ruído. Para a emissão CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – o veículo tem que estar em dia com seus débitos referente a multas, IPVA e Seguro Obrigatório.
Sou obrigado a carregar comigo o CRLV?
O CRLV é o comprovante legal do licenciamento do veículo. É um documento de porte obrigatório, conforme a Resolução nº 13/98 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. O não porte deste documento implica em uma multa no valor de R$ 53,20 e três pontos na carteira. (Infração leve). Já a falta de licenciamento do veículo resulta em apreensão do veículo, multa no valor de 191,54 e sete pontos na carteira (Infração gravíssima).

Forbes: Eike Batista é o 8° mais rico do mundo

O bilionário mexicano Carlos Slim Helú ultrapassou os norte-americanos Bill Gates, fundador da Microsoft, e Warren Buffet, megainvestidor e fundador da Berkshire Hathaway, e se tornou o homem mais rico do mundo em 2010, segundo ranking da revista "Forbes".
O brasileiro com a maior fortuna a aparecer na lista é Eike Batista, em oitavo lugar, com US$ 27 bilhões. Segundo a "Forbes", ele foi o integrante da lista que mais aumentou sua fortuna entre 2009 e 2010: o crescimento foi de US$ 19,5 bilhões. No ano passado, a posição de Batista na lista era 61º, com US$ 7,5 bilhões.

fonte .G1

Como escolher uma Imobiliária eficaz?





Como escolher uma Imobiliária eficaz?
  1. Proprietários de imóveis estão insatisfeitos com a visita de clientes sem potencial de compra ou aluguel para os seus empreendimentos
  2. Interessados em adquirir ou alugar imóveis estão insatisfeitos com a falta de percepção dos corretores diante das suas necessidades e desejos
  3. Proprietários e inquilinos, além de compradores e investidores imobiliários, estão insatisfeitos diante da falta de suporte dos corretores - e das imobiliárias - após a concretização dos negócios


Não somente no ramo imobiliário, como também no segmento de veículos, móveis, entre outros, é comum os intermediários das negociações - vendedores - "desaparecerem" após o recebimento das comissões de vendas.
Atender fora do horário comercial, algo constante na agenda de vendedores e corretores antes do negócio ser concretizado, muitos simplesmente "lavam as mãos" após a oficialização de compra-e-venda e deixam as partes envolvidas no negócio desamparadas com suas pendências burocráticas e conflituosas.
Atualmente regulamentada no Brasil pelo CRECI, existem dois perfis básicos de Corretores de Imóveis, na visão do especialista norte-americano em estratégias de vendas de imóveis, Michael Abraham, professor na Universidade de Nova Iorque:
  • Corretor-Pinguim Estão sempre enxugando gelo, por necessitarem constantemente de novos clientes, já que não fidelizam uma carteira comercial sólida.
  • Corretor-Beija-Flor Sempre bem-vindos, oferecem leveza, agilidade e harmonia quando aparecem. Alcançam tamanha simpatia entre as partes que costumam ser chamados e consultados mesmo em situações paralelas ao negócio em que estiverem envolvidos.


Como escolher uma imobiliária?

  1. A imobiliária comercializa imóveis ou assemelha-se à um fiel religioso, sempre lhe fazendo sucessivas promessas? Avalie com cautela as promessas de valorização do imóvel oferecido.
    Fiéis religiosos é que fazem promessas além da capacidade de cumpri-las!
    O que estariam omitindo ou escondendo, ao enfatizarem demasiadamente um imóvel supostamente "de qualidade"?

  2. Existe "foco geográfico" e segmentação ou a imobiliária atira para todos os lados? Dificilmente será possível comercializar um imóvel de alto-padrão nos Jardins em São Paulo através de uma pequena imobiliária localizada no outro extremo da capital.
    "Cada macaco no seu galho!"
    Infelizmente, ainda existem imobiliárias com elevadíssimas despesas, consequência principalmente da falta de segmentação nos negócios.

  3. Disponibilidade excessiva do corretor e da imobiliária ANTES do negócio ser concretizado? Não se trata de uma constante, porém, essa postura geralmente significa um processo de fechamento de vendas sob pressão, em que o corretor/imobiliária "desaparecem" após a concretização do negócio.
    Como todo negócio envolverá uma parte burocrática que precisará ser resolvida após o fechamento inicial entre as partes, nenhuma imobiliária ou corretor que atenda com eficácia os clientes se negará a fornecer referências de clientes anteriores.
    Salvo se estiverem prestando um serviço de Empresas-Pinguins!


Independente de regulamentação na comercialização imobiliária, ainda existem corretores que acreditam na idéia de "pintar o pavão" e "fingir até que a coisa se torne real".
Não somente perdem esse cliente para um futuro negócio, como essa mesma pessoa poderá refletir realisticamente sobre o que lhe foi ofertado e desfazer todo o negócio.
É o chamado Customer Remorse ou Remorso do Consumidor.

Trecho de Investimentos Inteligentes, de Gustavo Cerbasi

PARTE I Onde você vai pisar

O primeiro milhão é o mais difícil. Ou, ao menos, deveria ser. Acredite nessa idéia, caso você ainda não tenha muitos milhões em investimentos. Essa não é mais uma daquelas frases vazias dos livros de auto-ajuda, mas sim uma constatação racional.
Explico-me. Em primeiro lugar, quem começa a investir está também começando a aprender sobre investimentos. É provável que o investidor iniciante sinta-se muito mais inseguro, confuso e assustado com as orientações que encontra do que aqueles que já erraram, acertaram e acumularam conhecimento ao longo do tempo. Costumo dizer que, se você fizer hoje planos de investimento para sua vida futura, é muito provável que seus planos aconteçam melhor ou em menos tempo do que você consegue prever, pois, ao longo dos anos, você os refinará com o acúmulo de conhecimento que obtiver.
Além disso, a afirmação de que o primeiro milhão é o mais difícil pode ser provada matematicamente. Imagine que você tem uma estratégia de investimento conservadora e bem desenhada, como a que conhecerá nas próximas páginas. Seu conservadorismo só lhe permite, por exemplo, investir 10% de seu patrimônio em alternativas arrojadas, com bom potencial de ganho e talvez com risco considerável de perda. Imagine também que, há doze meses, você tinha R$ 100 mil, e investiu 10% desses R$ 100 mil ou seja, R$ 10 mil em um fundo de ações que só investe em pequenas empresas, uma escolha de alto risco, mas que pode oferecer bons ganhos se bem feita. Para sua alegria, o fundo que você escolheu obteve rendimento líquido, no período, de 70% sobre o valor investido. Quanto você ganhou com sua escolha arrojada? Apenas R$ 7 mil, pois o investimento foi de apenas R$ 10 mil no início do período.
Perceba como seu projeto demora a evoluir no começo. Chega a ser desanimador, correr riscos significativos e ganhar apenas R$ 7 mil, diante de um patrimônio de R$ 100 mil. A sensação é a de que seu primeiro milhão demorará uma eternidade a ser alcançado.
Façamos agora um pequeno ajuste no seu exercício imaginário de enriquecimento. Imagine, desta vez, que você tinha R$ 1 milhão há doze meses e que, seguindo a mesma estratégia, você investiu 10% de seu patrimônio ou R$ 100 mil no mesmo fundo. Se o desempenho do fundo foi novamente de 70%, seu ganho foi de R$ 70 mil, dando um grande salto em direção ao segundo milhão.
Nos investimentos, quanto mais você tem, mais você ganha. Este é motivo suficiente para que você se preocupe em correr atrás de seu objetivo ainda jovem. Quanto mais adiar seus planos, mais conviverá com a insegurança e com a sensação de que seus propósitos nunca serão atingidos. Se decidir manter uma vida um pouco mais simples do que a que seus pares levam, apertando um pouco o cinto para atingir seus objetivos em menos tempo, logo chegará o momento em que sua sensação será a de que seu dinheiro jorra da conta bancária, multiplicando-se com facilidade. Quanto mais dinheiro você tiver, mais oportunidades de negócios poderá aproveitar, facilitando a multiplicação de sua riqueza e de seu bem-estar. Com maior esforço, mais cedo você chegará a esse patamar em que a multiplicação é menos dificultosa, e maior será a recompensa pelo sacrifício feito. Em outras palavras, o prêmio tende a ser proporcional ao esforço em persegui-lo.
Porém, esforçar-se não basta. Fazer intensas economias para poupar, mas poupar de maneira ineficiente é o mesmo que fazer tempestade em copo d’água. Um dos aspectos mais importantes dos investimentos é a força com que você multiplica sua riqueza, ou seja, a rentabilidade. Não basta ter dinheiro aplicado; é importante que esse dinheiro se multiplique com vigor, para que você suba na escala social de conforto e bem-estar. Se seu dinheiro não se multiplicar, ao final de muitos anos de investimento você terá apenas o que deixou de consumir. Não terá feito nada além de adiar o consumo que poderia estar fazendo hoje um péssimo negócio. Mas, se conseguir investir com qualidade, você estará abrindo mão de consumo hoje para consumir muito mais amanhã, pois seu dinheiro estará gerando filhotes.
É por esse motivo, investir com qualidade, que decidi escrever este texto. Aliás, este livro não nasceu simplesmente de uma idéia inspirada do autor. Como aconteceu em dois dos livros que escrevi anteriormente, Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos, publicados pela Editora Gente, a idéia do livro, seus tópicos e a abordagem utilizada no texto nasceram quase que espontaneamente por demanda dos leitores dos livros anteriores. Grande parte do conteúdo incluído nesta obra vem de respostas a e-mails que recebi e a perguntas de ouvintes e expectadores feitas através dos programas de rádio e televisão dos quais participo desde 2003, quando lancei meu primeiro livro.
Não só as dúvidas foram importantes para formar este conteúdo. Além delas, recebi também muitas sugestões de investimento de especialistas com quem convivi, ou para quem lecionei ou palestrei, parte delas interessantes, mas parte totalmente furadas e repletas de armadilhas. Das interessantes aproveitei pouco, pois resisto a investir naquilo que não conheço profundamente. Mas as dicas ruins foram muito úteis, por terem motivado algumas pesquisas que resultaram na constatação dos equívocos que muitos cometem e na geração de orientações que você encontrará adiante.
Estão incluídas também neste livro reflexões pessoais, baseadas tanto em boas quanto más escolhas de investimento que fiz. Espero que o leitor não pense que as escolhas de um especialista são infalíveis, pois as escolhas de ninguém o são. São muitas fontes de informação, renovação intensa dos mercados de investimento, muitas alternativas de investimento para escolher, inúmeras normas a respeitar e muito conflito de interesse entre quem vende e quem compra um serviço de investimento. Diante de tantas variáveis, até alguns acertos passam a ser considerados erros, pois ficamos com a impressão de que poderíamos ter acertado mais.
Mas, como acontece com todo investidor de sucesso, em meus investimentos tive a felicidade de acertar mais do que errar. Muito mais, eu diria, pois ainda contei com um momento bastante favorável da economia brasileira para consolidar minha riqueza. Espero que você tenha a mesma sorte. Porém, além da sorte, ofereço nessas páginas idéias e ensinamentos que lhe permitirão dispensar a sorte durante sua trajetória de enriquecimento. Deguste-as com moderação e bom senso.
fonte:http://veja.abril.com.br/livros

Apple produzirá iPad no Brasil até o fim do ano, diz ministro

Dilma se encontrou com o presidente da Foxconn em Pequim.
Multinacional de origem chinesa planeja investir US$ 12 bilhões no Brasil.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (12) que a Apple e a Foxconn vão produzir o computador tablet iPad no Brasil até o final de novembro deste ano. O anúncio de Mercadante acontece em meio à viagem da presidente Dilma Rousseff à China, onde se reuniu com o presidente da multinacional de origem chinesa.
"Tem que ser detalhado agora as condições (em que se dará a produção do iPad), onde que vai ser, logística", disse Mercadante a jornalistas.
Segundo o Itamaraty, a Foxconn, que fabrica produtos da Apple em regime de terceirização na China, anunciou a Dilma a intenção de investir US$ 12 bilhões no Brasil.
A produção de iPads no Brasil, segundo o ministro, está sendo estudada por um grupo de trabalho que envolve os ministérios da Fazenda, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Dilma se encontrou com o presidente da Foxconn, Terry Gou, durante seminário de negócios em Pequim, que reuniu representantes de quase 300 empresas brasileiras e chinesas.
Investimentos
O investimento anunciado pela Foxconn reafirma o interesse da China no Brasil. Em 2010, a China liderou os investimentos diretos feitos no Brasil, com negócios que somaram cerca de US$ 17 bilhões, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).
Os US$ 12 bilhões anunciados superam a previsão de investimento da Petrobras, a maior empresa brasileira, no exterior. Até 2014, a estatal prevê investir US$ 11,7 bilhões fora do Brasil.
Apesar do volume, o investimento fica atrás de outros já anunciados no Brasil este ano. A petroleira britânica BG Group, por exemplo, deve colocar US$ 30 bilhões no Brasil até o final da década. Parte desses investimentos devem ser usados na criação de um centro tecnológico.
Já o Grupo Telefônica tem plano de investir R$ 24,5 bilhões no Brasil durante os próximos quatro anos, de 2011 a 2014.Os recursos serão aplicados na modernização e expansão de redes, lançamento de produtos e serviços em telefonia, banda larga e TV por assinatura.
A empresa
A Foxconn, fundada em 1974 em Taiwan, é uma das maiores fabricantes de aparelhos eletrônicos no mundo. A companhia monta computadores e aparelhos para empresas como Apple, para a qual produz iPods, iPads e iPhones, placas-mãe para a Intel, componentes para PCs da Dell, celulares da Motorola e videogames como o PlayStation 3, da Sony, Wii, da Nintendo.
No Brasil, a empresa fabrica produtos para Sony, Dell, HP e Sony Ericsson e possui hoje três fábricas: em Manaus (AM), Indaiatuba (SP) e Jundiaí (SP). A Foxconn iniciou as suas atividades no país em 2005, com a fabricação de celulares. Mais tarde, a empresa passou a fabricar máquinas fotográficas digitais. Em 2007, inaugurou a sua maior fábrica no país, em Jundiaí, para a fabricação de computadores, notebooks e netbooks, além das placas mãe desses equipamentos.
Atualmente, a Foxconn está presente em 14 países.
Tablets no Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior realiza até sexta-feira (15) consulta pública sobre as condições para a inclusão dos tablets (microcomputadores portáteis sem teclado e com tela sensível ao toque) no Processo Produtivo Básico (PPB), o que possibilitaria a redução de impostos do equipamento. O Ministério das Comunicações, que solicitou a consulta pública, estima que, com a inclusão no PPB, os tablets terão redução de até 31% nos preços na comparação com os importados, já que o IPI cairia de 15% para 3% e o ICMS, caso a produção seja em São Paulo, de 18% para 7%.
A consulta começou no dia 1º de abril e sugere as condições de fabricação do produto. De acordo com a proposta de portaria publicada na convocação da consulta, a produção nacional de componentes dos tablets, como placas e carregadores, devem aumentar gradativamente a cada ano até 2014. As empresas devem ainda encaminhar relatório anualmente sobre os componentes adquiridos no mercado nacional.
Outra possibilidade é a inclusão dos tablets na lei 11.196, originada pela MP do Bem, que isenta de PIS e Cofins a venda de computadores e modems até o fim de 2014. O Ministério da Fazenda, que decide questões de desoneração, informou que não apresenta temas ainda em discussão e que não há nada formalizado sobre o assunto.
Fonte: G1

Cartões podem perder US$300 milhões devido à invasão na Sony


Reuters. Por Maria Aspan e Clare Baldwin - As operadoras de cartões de crédito podem enfrentar mais de 300 milhões de dólares em custos de substituição se os clientes afetados pela violação de dados na Sony decidirem solicitar a substituição de seus cartões.
Analistas haviam estimado anteriormente que o incidente custaria mais de 1,5 bilhão de dólares à Sony, mas esta é a primeira estimativa quanto ao valor dos prejuízos para as grandes bandeiras de cartões de crédito.
"Não é um valor insignificante", disse Sanjay Sakhrani, analista da Keefe, Bruyette & Woods, à Reuters, durante uma conferência do setor de pagamentos em Miami Beach.
O FBI está trabalhando com promotores federais norte-americanos em San Diego para determinar os fatos e circunstâncias relacionados aos supostos crimes, declarou na quinta-feira Darrell Foxworth, porta-voz do FBI.
Cada cliente que tiver de substituir seu cartão pode custar às operadoras de cartões entre três e cinco dólares por cartão, disseram diversos analistas à Reuters, na quarta e quinta-feira. Os custos incluiriam o cartão em si, a remessa e diversos custos de atendimento ao cliente.
Em abril, hackers invadiram a PlayStation Network, da Sony, e roubaram nomes, endereços e possivelmente dados de cartões de crédito de 77 milhões de usuários. A Sony desativou a rede em 19 de abril, mas demorou cerca de uma semana para revelar que o sistema havia sido invadido por hackers e que dados de clientes podiam ter sido roubados.
As operadoras de cartões de crédito também podem perder negócios de clientes afetados pelo roubo de dados, mesmo que substituam os cartões rapidamente. Cartões novos demoram a ser ativados, e enquanto isso não acontece os clientes podem utilizar cartões diferentes, afirmou Julie Conroy McNelley, analista do Aite Group, em e-mail à Reuters na quinta-feira.
Os consumidores podem relutar em usar um cartão que vejam como de maior risco porque esteve envolvido em incidente de hacking, mesmo que a violação de segurança não seja responsabilidade da operadora do cartão, afirmou Conroy McNelley.

Checklist do imóvel alugado

Suas exigências certamente serão menores, mas veja o que você deve levar em conta ao alugar um imóvel que será sua casa durante meses ou até anos de sua vida.

Checklist do imóvel alugadoSe o imóvel for novo
Localização

- pense em morar perto - da escola dos filhos, do trabalho, da academia de ginástica. Nas grandes cidades, principalmente, uma boa localização pode significar mais qualidade de vida.
- está disposto a pagar mais? Tenha em mente que imóveis em bairros com boa infra-estrutura, acesso fácil, disponibilidade de transporte público, áreas verdes, empreendimentos novos e baixos índices de violência tendem a ser mais valorizados.
- vá ao futuro lar em diversos horários. Os corretores recomendam visitar os imóveis e suas vizinhanças de dia e de noite, durante a semana e no final de semana. Não seria nada agradável descobrir depois da mudança que a feira do bairro bloqueia a porta da sua garagem uma vez por semana ou que você é vizinho de bares e discotecas que fervem até altas horas da madrugada.

Na hora da vistoria

Verifique as condições do imóvel e deixe a situação registrada antes de assinar o contrato:

Portas e janelas:

- se forem de madeira, bata de leve para ver se não cai pó, sinal de cupins e brocas. Vai exigir manutenção no futuro - que fica sob responsabilidade do proprietário.
- cheque se as peças estão bem vedadas (não passa vento) e se abrem e fecham perfeitamente.
- observe a vedação (em geral de poliuretano) entre esquadria e parede. Se tiver emendas, será um convite à entrada da chuva.

Torneiras, chuveiros e aquecedor:

- teste os pontos de água - abrindo bem as torneiras - e aproveite para ver se o sistema de aquecimento está funcionando.

Azulejos:

- dê uma leve batida nas paredes. Se o som for oco e o rejunte estiver se soltando, é o caso de deixar registrado que o assentamento precisa ser refeito, evitando que as peças se descolem no futuro.

Elétrica:

- leve lâmpadas e teste se os pontos de luz estão funcionando.
- teste as tomadas com um abajur ou um pequeno aparelho elétrico.

Forro de gesso:

- olhe com atenção para o teto, procurando sinais de umidade. Como o material absorve água facilmente, é fácil perceber se existe algum tipo de vazamento. Se for o caso, peça o conserto.

Vasos:

- dê descarga e veja se a água desce. É comum que os pedreiros joguem sujeira de obra dentro das louças, o que provoca entupimento. Ainda que esse problema costume demorar para se manifestar, tente.

Manual do proprietário:

- vale a pena pedir uma cópia ao locador. Geralmente, é um material detalhado sobre o apartamento e costuma indicar, por exemplo, onde fixar os armários da cozinha sem furar o encanamento.

Se o imóvel for usado

Portas e janelas:

- descubra se elas estão impedindo a entrada de água e vento, observando o piso. Se ele estiver inchado ou levantado, será preciso melhorar a vedação.
- procure furinhos e áreas fofas nas esquadrias de madeira - são indícios de cupins e brocas. As peças precisam de recuperação ou troca.
- abra e feche cada uma das peças. Se estiverem bambas, podem deixar entrar água e vento e precisam de manutenção nas roldanas.

Paredes:

- bata levemente nas paredes (que, geralmente, são de alvenaria). O som é oco? Elas estão dilatando ou há vazamento, o que provoca o descolamento da massa de revestimento.
- toque-as, pois se estiverem frias e úmidas, há sol de menos ou umidade demais.
- procure trincas e rachaduras. Se forem grandes ou aparecerem no encontro de paredes e pisos denunciam problemas na estrutura do prédio ou da casa. É bom pedir a avaliação de um especialista.

Pintura:

- observe se a pintura foi feita recentemente. Em caso afirmativo, redobre os cuidados com os outros itens. Existe uma prática no mercado de usar tinta para encobrir
problemas com umidade.

Torneiras, chuveiros e aquecedor:

- Verifique a localização do aquecedor a gás. Se o aparelho ficar em local fechado, é preciso transferi-lo para um ambiente ventilado ou trocar de sistema de aquecimento.

Hidráulica:

- Acione a descarga. Se a água vazar em torno da válvula é sinal de que a peça está quebrada ou mal encaixada. Precisa de reparo ou troca.
- Abra as torneiras e dispare as descargas ao mesmo tempo. Se um ponto roubar água do outro, a distribuição hidráulica é insuficiente. O jeito é conviver com o problema ou pedir a reforma da instalação.

Elétrica:

- Acenda todas as luzes de uma vez (melhor entre 18 h e 20 h). Se cair a intensidade da luz é porque o quadro elétrico está mal dimensionado.
- Procure por uma ponta de fio. Se for de pano ou se o revestimento plástico estiver ressecado, é um material velho que deve ser substituído por fiação antichamas.
- Conte as tomadas. São em número suficiente? Se não forem, veja se é possível negociar uma adequação com o proprietário.
- Abra o quadro de luz. Se tiver fusíveis, peça a troca por disjuntores para ter mais segurança.
- Olhe a conta de luz. Se estiver muito alta, há fuga de corrente - a fiação fica fina sobrecarregada, aquece e eleva o consumo. É preciso trocar os fios.

Checklist do imóvel novo

A grande vantagem de adquirir uma casa ou um apartamento zero quilômetro é a certeza de que toda a sua estrutura vai durar por um bom tempo sem necessitar de reforma ou modificação. Siga o roteiro abaixo para fazer a melhor escolha. 

Checklist do imóvel novoLocalização
- Pense em morar perto - da escola dos filhos, do trabalho, da academia de ginástica. Nas grandes cidades, principalmente, uma boa localização pode significar mais qualidade de vida.
- Está disposto a pagar mais? Tenha em mente que imóveis em bairros com boa infra-estrutura, acesso fácil, disponibilidade de transporte público, áreas verdes, empreendimentos novos e baixos índices de violência tendem a ser mais valorizados.
- Vá ao futuro lar em diversos horários. Os corretores recomendam visitar os imóveis e suas vizinhanças de dia e de noite, durante a semana e no final de semana. Não seria nada agradável descobrir depois da mudança que a feira do bairro bloqueia a porta da sua garagem uma vez por semana ou que você é vizinho de bares e discotecas que fervem até altas horas da madrugada.
 Projeto
- Avalie com calma se o imóvel atende às necessidades da sua família. Se você trabalha em casa, por exemplo, terá um espaço reservado para o escritório?
- Uma boa circulação é importante. Para avaliar seu futuro lar, imagine-se andando pelo apartamento e pense nas tarefas rotineiras. Será simples chegar ao banheiro de manhã ou buscar água na cozinha com visitas na sala?

Memorial descritivo
- Leia o material do começo ao fim. Encontrado no Cartório de Registro de Imóveis, ele pode ser consultado no local ou copiado, pagando-se uma taxa variável. Esse documento traz detalhes de materiais, método construtivo e acabamentos. Peça a um arquiteto, ou engenheiro, que avalie com você alguns pontos, como insolação, materiais e instalações.

Insolação
- Veja se bate bastante sol nos quartos durante o dia. Em São Paulo, o ideal é que as janelas estejam voltadas para o norte. Em Salvador, as melhores faces são a nordeste e a sudoeste.

Materiais
- Os fabricantes oferecem produtos de qualidade? Um jeito de descobrir isso é consultando o site do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), uma iniciativa do governo federal para melhorar o setor da construção civil.

Instalação elétrica
- Contabilize os circuitos: quanto mais, melhor para que você possa aproveitar o espaço e não ter problemas com a instalação de equipamentos. O ideal é que chuveiros, lava-louças e secadoras tenham disjuntores exclusivos.
- Verifique o número de tomadas. Se forem insuficientes, você vai acabar rasgando as paredes depois. Evite isso negociando com a construtora mais pontos. Hoje, cada ambiente precisa, em média, de cinco a seis tomadas.

Isolamento acústico
- Pergunte ao construtor se os materiais e a espessura das paredes dão conta do barulho. Indague aos vizinhos do empreendimento sobre os sons das redondezas - se for uma área agitada, vale a pena redobrar cuidados com esse item. Você tem sono leve? Verifique a possibilidade de ter garantias do isolamento no contrato.

Aquecimento de água

- Questione o tipo de energia usada (gás, elétrica ou solar?) e descubra se o aparelho é do prédio ou se você vai precisar adquirir um aparelho. Atualmente a energia solar vale mais à pena quando se fala em custos, mas ela é eficiente somente em lugares com bastante insolação. Em seguida, ficam a energia a gás e elétrica.
- Leve o memorial descritivo e o material publicitário no dia da verificação. Compare se o que está sendo entregue bate com o contrato.

Portas e janelas
- Se forem de madeira, bata de leve para ver se não cai pó, sinal de cupins e brocas. Fique atento também em imóveis novos.
- Procure ferrugem nas ferragens - elas devem estar impecáveis.
- Cheque se as peças estão bem vedadas (não passa vento) e se abrem e fecham perfeitamente.
- Observe a vedação (em geral de poliuretano) entre esquadria e parede. Se tiver emendas, será um convite à entrada da chuva.

Paredes
- Confira se elas estão retas com um esquadro. Caso não estejam, exija que o conserto seja feito antes de pegar as chaves. A massa que recobre a superfície da parede deve estar bem nivelada.

Contrapiso
- Teste o alinhamento com uma régua de alumínio (coloque-a na diagonal para cobrir uma área maior). Desníveis de até 1 cm são aceitáveis.

Piso de madeira
- Verifique se as tábuas estão abauladas - isso indica madeira verde, que empenará ainda mais. Para fazer o teste coloque uma moeda no chão e empurre. Se ela pular é porque o piso está com imperfeições.
- Ande por todos os cômodos. Se a calafetação (a massa que veda as junções das peças) for se soltando conforme você caminha, peça que seja refeita.

Torneiras, chuveiros e aquecedor

- Teste os pontos de água - abrindo bem as torneiras - e aproveite para ver se o sistema de aquecimento está funcionando.

Bancadas de cozinha e banheiro

- Confira o caimento jogando uma bolinha de gude: ela deve correr em direção à cuba.

Pisos com ralos

- Confira o caimento nesse caso também - e a bolinha de gude pode ser uma boa auxiliar. Melhor ainda é despejar um balde de água. Assim, não restarão dúvidas sobre possível empoçamento.

Azulejos

- Dê uma leve batida nas paredes. Se o som for oco e o rejunte estiver se soltando, é o caso de pedir que o assentamento seja refeito, evitando que as peças se descolem no futuro.

Elétrica

- Leve lâmpadas e teste se os pontos de luz estão funcionando.
- Teste as tomadas com um abajur ou um pequeno aparelho elétrico.

Forro de gesso

- Olhe com atenção para o teto, procurando sinais de umidade. Como o material absorve água facilmente, é fácil perceber se existe algum tipo de vazamento

Vasos

- Dê descarga e veja se a água desce. É comum que os pedreiros joguem sujeira de obra dentro das louças, o que provoca entupimento. Ainda que esse problema costume demorar para se manifestar, tente.

Garagem

- Compare as medidas reais com as da planta e cheque o número de vagas.

Manual do proprietário
- A qualidade dessa publicação demonstra a atenção com o cliente. Deve indicar, por exemplo, onde fixar os armários da cozinha sem furar o encanamento.
Cuidados na compra
- Conheça outras obras da empresa. Converse com síndicos e moradores e descubra se ocorreram atrasos, se a assistência técnica é eficiente e se tudo foi entregue como prometido.
- Tente descobrir qual será o valor do condomínio ou ao menos estime um valor.
- Observe o entorno do empreendimento e a vista que você terá de seu apartamento (no caso de um prédio).
- Verifique na planta ou maquete, daquelas que ficam expostas, a localização exata da unidade que você quer comprar - se é de frente, de fundos, sua ventilação e incidência de luz.
- Avalie o que está incluso na área de lazer e se você realmente vai fazer uso de tudo. Não faz sentido um casal sem filhos e que não pretenda tê-los pagar um condomínio alto por causa de um equipamento completo de lazer e recreação, por exemplo. Ou então ter que pagar por uma academia de ginástica ou uma piscina que você sabe que nunca vai usar.

Cidade dos sonhos

Uns buscam a tranqüilidade dos condomínios fechados, outros amam a vida agitada dos centros... Viver em cidades grandes e médias do Brasil, raramente guiadas por bom planejamento, implica dificuldades e desafios para os quais cada um acha uma resposta. Acompanhe uma reflexão sobre o tema, que vai ajudá-lo a encontrar o melhor endereço para você.

Imagine a situação
Você procura um novo endereço e começa a listar o que deseja: uma bela vista e muito verde; segurança; proximidade do trabalho; escola nos arredores, assim como lojas, serviços; um clube ou uma área voltada ao lazer; espaços culturais; hospitais e clínicas; boa rede de transporte público. Até aqui, tudo de acordo? Com raras exceções, esses são os ingredientes fundamentais para qualquer pessoa viver bem num centro urbano. A situação é quase de unanimidade, considerando que mais de 80% da população brasileira é habitante de cidades (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE). E é aí que aparecem as perguntas. Se tem tanta gente com as mesmas necessidades, há como todos viverem bem? E como encontram respostas tão diferentes na hora de decidir onde e de que modo morar?

José Luiz Patta, auditor fiscal de São Paulo
Distâncias incômodas
O ponto de partida para uma reflexão sobre o tema é entender a dinâmica entre esses vários fatores. "Em princípio, quanto mais perto de casa estiverem locais de compras, lazer, estudo e trabalho, maior a qualidade de vida de quem mora ali", diz Thomaz Assumpção, presidente da Urban Systems Brasil, empresa de pesquisa de mercado, planejamento estratégico e análise da lógica urbana. Isso devido ao peso dos deslocamentos no dia-a-dia e à falta de infra-estrutura que amenize seus inconvenientes. "As cidades brasileiras - diferentemente das européias, centenárias - cresceram muito na segunda metade do século 20 e seguem o modelo americano de investimento na rede viária, automóveis e descentralização", avalia o urbanista Nestor Goulart Reis Filho, professor aposentado da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP). "Fazemos compras semanais, nunca diárias, e raramente caminhamos até a loja perto de casa", ilustra. "Tóquio, por exemplo, é mais densa e populosa que São Paulo, mas muito melhor de viver", diz o arquiteto mineiro Carlos Teixeira. "Ela conta com uma grande infra-estrutura", completa.


Carmen Gimenez de Carvalho, aposentada de São Paulo
Cidade ideal O ponto de vista compartilhado por arquitetos e urbanistas é que um espaço saudável não deve conter atividades apenas de um tipo, mas ser variado. (Lembrando que a regra não precisa se cumprir necessariamente num mesmo bairro, mas em áreas mais abrangentes.) "O lugar perfeito para morar teria 70% de residências, 10% de comércio e 20% de outros itens [serviços, compras, lazer etc.]", afirma Thomaz, calculando a fórmula que mais representaria um bairro na medida para a habitação. Quando a equação fica muito distante desses valores, o resultado é um lugar ruim de morar. Um exemplo é o caso do bairro paulistano da Mooca. Abarrotado de lançamentos residenciais, obriga diariamente 52% de seus moradores a trabalhar em outros locais.

A mesma ferramenta numérica também ajuda a entender a degradação das áreas centrais - onde a conta é outra, pois, naturalmente, predominam serviços e comércio. Esvaziadas de moradias, acabam tomadas por atividades informais diurnas e noturnas. "Esse fenômeno já ocorre mesmo nas cidades médias [com até 500 mil habitantes], onde os centros vêm se esvaziando", afirma a arquiteta e urbanista Angélica Benatti Alvim, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. E explica: "É natural a balança pender para um dos pontos do tripé comércio, serviços ou moradia; mas não pode ficar muito desequilibrada, ou o local onde isso ocorre deixa de ser sustentável", avalia.

Diante de uma cidade com ambientes e condições diferenciados de habitação, cada cidadão trata de privilegiar algum dos fatores da equação para viabilizar uma casa à sua maneira. Deslocamentos maiores com segurança garantida? Condomínio fechado. "Nessa hora, as classes mais abastadas recorrem aos condomínios, afastados do centro - numa espécie de segregação social pelo espaço", diz Angélica. Preço menor, pouco verde mas muita infra-estrutura? A saída é o centro. Entre outras tantas soluções, claro. "O ideal todo mundo conhece. Mas cada pessoa ou família estabelece uma lógica própria entre esses vários itens, pesando o possível e o desejável", argumenta Thomaz.

Forças opostas
Para dificultar a decisão sobre onde morar, há uma delicada relação de forças entre o poder público e o mercado. "Em geral, o mercado empurra as pessoas para empreendimentos nas bordas da cidade, onde os terrenos são mais baratos", diz a arquiteta Andrea Tourinho, do Conselho Regional do Patrimônio do Estado de São Paulo (Conpresp). E sua ação é mais rápida e organizada do que a capacidade de gestão do poder público, que tenta disciplinar o crescimento dos municípios, prover transporte, saneamento, luz etc. Felizmente, há empresas do ramo atentas às brechas dessa lógica. É o caso da construtora Lindenberg, que reformou e adaptou um velho hotel do centro de São Paulo para abrigar um residencial para aposentados. "Com preço baixo e boas condições de financiamento, vendemos 60 unidades em 30 dias", diz o diretor Adolpho Lindenberg Filho. No outro extremo (o alto padrão), a paulista Rem programou um empreendimento sustentável, com a chancela de uma parceira do Greenpeace no Brasil.

Fernanda Lima, arquiteta do Rio de Janeiro
Aposta na diversidade Nessa análise há também que se considerar o espírito do tempo, o clima dos dias atuais. "Há uma tendência à interiorização, ao isolamento e à individualização", avalia o arquiteto paulista Jorge Königsberger. Preocupações com segurança, bem-estar e trato pessoal, outros lemas do momento, também entram no rol - captados e processados nas ofertas de imóveis - na forma de home theaters, spas, salas de ginástica, espaços gourmet. "Os clubes de esporte desapareceram, foram incorporados aos prédios", lembra Carlos Teixeira. No âmbito urbano, o fenômeno se traduz na preferência por condomínios fechados e edifícios, em detrimento da socialização nos espaços públicos - quem não sente que a cidade hoje é menos um lugar para desfrute, e sim um obstáculo a transpor entre as tarefas diárias? "É na cidade que estão as virtudes da vida contemporânea, água encanada, escola, hospitais etc. A mais sedutora delas é a convivência, a possibilidade de conversa", preconiza o arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, referência internacional no assunto. Opinião compartilhada pelo arquiteto Marcelo Tramontano, integrante do grupo Nomads, que pesquisa arquitetura e interatividade: "Sempre penso no exemplo saudável da avenida Paulista, em São Paulo, onde habita gente rica e de classe média, circulam pobres, prostitutas, judeus e gays". Afinal, não é exatamente por isso que as pessoas, desde sempre, apreciam viver reunidas?

Acerte no endereço
1. Segurança e verde
2. Trabalho
3. Educação e escola
4. Compras e serviços
5. Lazer e cultura
Os fatores acima determinam a qualidade de vida num lugar, segundo o engenheiro Thomaz Assumpção, da empresa paulista Urban Systems Brasil. Para você mensurar a condição proporcionada por esse local - onde vive ou pretende viver -, Thomaz sugere um exercício simples: localizar os diversos pontos de destino (áreas de compras, lazer, estudo, residência, trabalho e esporte) no mapa de sua cidade. Quanto mais próximos estiverem da residência, melhor. E alerta: como poucas pessoas têm condições de pagar para viver exatamente onde desejam, a saída é priorizar os aspectos que mais importam à pessoa ou à família em questão. Lembre-se ainda que os tópicos da lista estão em ordem de importância, na avaliação de Thomaz.


Antônio Gabriel Ribeiro Valadares Filho, joalheiro de Belo Horizonte
Opinião
"Eu e minha esposa procuramos um imóvel por dois anos e meio até encontrar o apartamento onde vivemos hoje. Nossa lista de exigências era enorme, a começar pela minha condição inegociável: proximidade do metrô. Cresci num bairro central, depois trabalhei a 36 km de casa... Detesto depender de automóvel. Estou satisfeito: levo cinco minutos até o trabalho."
José Luiz Patta, auditor fiscal de São Paulo

"Mudei do casarão onde criei meus filhos para o centro da cidade. Isso só aconteceu quando encontrei um hotel restaurado e adaptado para acomodar idosos. O lugar ficou uma graça, preservou o jeito antigo. Gosto muito de ir para a rua, tem farmácia, teatro, tudo perto. Até me engajei em ONGs para a recuperação da região."
Carmen Gimenez de Carvalho, aposentada de São Paulo

"Sempre morei no Jardim Botânico. Quando fui comprar um imóvel, preferi ficar aqui mesmo, perto do verde e dos passarinhos. Se a região já é tranqüila, fica ainda mais pacata no sobrado onde vivo, um imóvel com mais de 100 anos, reformado, parte de uma vila. Parece uma cidade do interior."
Fernanda Lima, arquiteta do Rio de Janeiro

"Procurava um lugar que escapasse da confusão da cidade quando vim com a família para este condomínio, a 12 km do centro (25 minutos de carro). O lote tem 1 200 m2, numa área com trilha na mata e córregos. O que mais noto é o silêncio. Aumentou muito a minha vontade de ficar em casa - agora me dedico a cuidar das plantas."
Antônio Gabriel Ribeiro Valadares Filho, joalheiro de Belo Horizonte

E mais... - Não perca de vista que as pessoas compram no máximo três ou quatro residências ao longo da vida (acompanhando a formação da família, seu crescimento e a posterior saída dos filhos de casa). Portanto, a escolha do endereço é importante e deve se balizar em informação precisa.
- Saiba que educação e trabalho são importantes agentes de mudança - fatores que levam uma família ou uma pessoa a trocar de endereço.
- Para não errar na escolha do bairro que tem em vista ou simplesmente usufruir melhor a área em que mora, disponha-se a um passeio atento pela vizinhança. As pessoas são habituadas às redondezas por onde circulam, mas podem mudar de idéia baseadas em boa informação.

Os cuidados na hora de comprar um apartamento novo


Com um cardápio variado e facilidades de financiamento, o mercado imobiliário está de portas abertas para você. Mas, antes de aceitar o convite, siga as dicas de quem já encontrou seu canto e de profissionais que entendem do assunto.
   • Espaço gourmet, varandas avantajadas... conheça os hits dos novos apartamentos. 
Em algum momento da vida, você vai pensar em comprar um imóvel e, com ele, tentar concretizar seus sonhos de moradia - uma sala integrada à cozinha para encontros gastronômicos, um home theater de dar inveja  a diretor de cinema ou até um banheiro com ofurô. Sem falar na localização, na distribuição dos ambientes e em outros fatores, alguns muito pessoais, que influem na decisão. Apartamentos novos e usados atraem públicos com objetivos diferentes. Nos imóveis antigos, o espaço generoso e as janelas amplas contam pontos a favor, porém a área de lazer é menos atraente, faltam vagas de garagem e dificilmente dá para escapar de uma reforma. Em empreendimentos recém-lançados, é possível pedir alterações na planta durante a construção e a área comum funciona como clube. "Os novos empreendimentos privilegiam o espaço social em detrimento da área útil do apartamento", observa José Eduardo Cazarin,  da Axpe Imóveis Especiais. Para Antonio Ferreira, diretor de incorporação da construtora Gafisa, as mudanças estão relacionadas ao estilo de vida das pessoas. "Os imóveis novos são mais afinados com a dinâmica da vida nas grandes cidades."
É possível mudar a plantaComprar um imóvel novo e mesmo assim investir numa reforma parece contraditório, mas quem não quer uma casa sob medida? A onda de personalizar o layout e os acabamentos está aí para confirmar essa necessidade. "O ideal é comprar o apartamento na planta e negociar as modificações com o construtor, em vez de quebrar  depois de pronto", sugere o arquiteto Luiz Fernando Rocco, um dos autores do projeto do empreendimento customizado Maxhaus, em São Paulo, que tem imóveis de 70 m² e inúmeras soluções internas. A publicitária Doriete Viaro e seu marido compraram dois apartamentos da construtora Tarjab no mesmo andar, um para eles, outro para os filhos. "Pudemos criar layouts diferentes das opções oferecidas pela construtora porque  compramos os imóveis na planta", conta Doriete. De acordo com Letícia Simonetti, gerente de incorporação da Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário, em prédios  que permitem esse tipo de alteração as estruturas e instalações já são concebidas para facilitar as mudanças. Mas atenção: personalizar durante a construção, em geral,  significa acréscimo no valor do imóvel.
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Doriete e Érico
"Pedimos acabamentos fora do padrão da construtora. Ela executou, pagamos a diferença e agora temos uma casa do jeito que imaginamos: ideal para receber os amigos"Doriete Viaro com o marido, Érico, na cozinha de seu apartamento
Passos para a compraPoder adaptar a planta a suas necessidades é só um dos fatores para decidir a compra. Para não perder o foco em meio a um universo de ofertas, definir os critérios de escolha e priorizá-los é tarefa fundamental. O que é mais importante: o bairro ou a facilidade de financiamento? A área de lazer do empreendimento ou os materiais de acabamento da área útil? Responda a perguntas desse tipo antes de partir em busca da casa própria. Dessa maneira, você economiza energia e tempo. Quando  optou por um apartamento zero-quilômetro, o empresário Alessandro Cosin achou o imóvel em um anúncio do jornal de domingo. Na mesma semana, visitou o local e o aprovou. "O financiamento direto com a construtora também acelerou  o processo de decisão", explica Cosin. Mesmo assim, resolveu encarar uma pequena reforma para adequar a nova casa de três quartos à sua rotina, que inclui visitas quinzenais de suas duas filhas.
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Alessandro Cosin, com suas filhas, Marília e Isabela
"Abri um quarto para a sala, pois é onde passo boa parte do tempo. Assim, deu para instalar uma  TV maior e aumentar o espaço em que fico com minhas  filhas e reúno os amigos" Alessandro Cosin, com suas filhas, Marília e Isabela  
Mesmo quem não faz questão de tantas adaptações pode querer comprar o apartamento durante o lançamento por outros motivos. É o caso da farmacêutica Mariana  Allegretti e do engenheiro Rodrigo Souza, que acabaram de fechar negócio em um edifício que começou a ser erguido em abril. "Como a entrega das chaves será em 2010, temos tempo para juntar mais dinheiro e financiar apenas uma pequena parte com o banco", afirma Mariana. Um dos riscos de investir em algo que  ainda não existe é a obra não ser concluída. Como se proteger desse problema? "Chegamos a pesquisar sobre a construtora em sites como o do Procon e o da Comissão de Valores Mobiliários ", diz  Mariana. Outra recomendação do diretor de incorporação da Gafisa, Antonio Ferreira: verifique se o registro do empreendimento está regularizado no site da prefeitura da cidade. E, para quem é adepto das modificações de planta e acabamentos, atenção às alterações que podem comprometer a garantia dada pelas
construtoras.
-
Mariana Allegretti, com Rodrigo Souza
"É imprescindível saber o histórico da empresa, se é confiável e cumpre prazos. Caso a entrega do prédio atrase  demais, isso atrapalhará nossa programação"
Mariana Allegretti, com Rodrigo Souza. Eles pesquisaram na internet sobre a idoneidade da construtora.
Atenção às taxas de financiamento
Para quem não pode pagar o imóvel à vista, a aprovação de um financiamento bancário ou diretamente com a construtora está cada vez mais simples. Mas preste atenção nas condições do contrato. No financiamento com a  construtora, as taxas de juros são normalmente de 12% ao ano, corrigidos pelo IGP-M, índice baseado na inflação do período. Os bancos também cobram esse valor, porém, em alguns casos, incluem taxas administrativas e seguro. A seguir, dois exemplos que mostram que, quanto maior o prazo de financiamento, maior o valor pago pelo imóvel: um financiamento  de 15 anos (180 meses) tem uma prestação mensal de cerca de 1,6% do valor do empréstimo. Isso significa que no final você pagará 190% além do valor financiado. Em um financiamento de cinco anos (60 meses), a prestação será 2,5% do valor do empréstimo,  No fim, você terá pago 50% além do valor.  
A sedução das áreas de lazerO trânsito e a falta de segurança nas grandes cidades estão entre as justificativas para o surgimento dos condomínios com áreas  de lazer completas - os moradores poupam tempo de deslocamento e se expõem menos a riscos. O designer Gustavo Bacan foi atraído pelas opções de diversão de seu  novo prédio, em São Paulo. "Tenho piscina semi-olímpica e sala de cinema pagando um condomínio relativamente baixo", diz. Para as construtoras, a quantidade de itens é mais um fator de sedução:  em um empreendimento da Eztec, no interiorde São Paulo, há 50 equipamentos de lazer em um terreno de 13,4 mil m².
Você quer mesmo morar em um clube?A manutenção da piscina, da academia de ginástica e do espaço gourmet inevitavelmente  pesam no valor do condomínio. Por isso, antes de se decidir por um empreendimento com estrutura completa  de lazer, reflita se você quer mesmo tantas opções. "Elas são um diferencial apenas para pessoas dispostas a conviver mais intensamente com os vizinhos e a desfrutar da área comum do prédio",  acredita o arquiteto Luiz Fernando Rocco.

OS 10 CARROS USADOS MAIS DIFICEIS DE REVENDER

Carros usados mais difíceis de revender
Os carros que saíram de linha são sem duvida os mais difíceis de revender porem em alguns modelos alem do fator do carro  ter saído de linha a dificuldade de encontrar peças e a mão de obra complexa faz com que muitos modelos de carros sejam rejeitados.
Os carros  listados abaixo têm como base o conhecimento de ex-proprietarios, mecânicos e revendedores de veículos que são as classes envolvidas diretamente com esses modelos de carros.
Fiat Marea  “todos os modelos” alto índice de desvalorização, dificuldade  de encontrar peças de reposição e manutenção complexa principalmente parte elétrica e motor.
 2º Fiat Tempra “todos os modelos” alto índice de desvalorização, dificuldade de encontrar peças de reposição, serviços com custos de mão de obra altos.
Fiat Tipo “todos os modelos” problemas de pane no sistema elétrico todos dificuldade de encontrar peças de reposição,  manutenção complexa.
Ford Fiesta”até 1999”  motor endura-e  com alto índice de manutenção em intervalo de tempo muito curto e mão obra especializada.
Volkswagen Gol 1.0 16v  problemas constantes no motor.
Ford Escort sw  revenda difícil e desvalorização acentuada .
Fiat Brava “todos os modelos” alto índice de desvalorização, dificuldade de encontrar peças de reposição e manutenção complexa.
Ford Ka “até  2001” motor endura-e  com alto índice de manutenção em intervalo de tempo muito curto e mão obra especializada.
Chevrolet Blazer “a gasolina” mão de obra elevada e desvalorização.
10º Volkswagen Bora – peças de reposição e mão de obra com preços altos .
fonte :site de carro

Trocar anualmente ou manter, eis a questão

Substituir o carro por um zero-quilômetro todo ano
ou ficar com ele por mais tempo? Tire essa dúvida


— Eu troco de carro todo ano. Tenho sempre um veículo confiável, coberto pela garantia e com poucas despesas de manutenção. E como o “pulo” é menor, fica mais fácil trocar novamente no ano seguinte.
 
— Pois eu prefiro trocar a cada dois ou três anos. Meu gasto com manutenção ainda é menor do que a depreciação do primeiro ano de uso.
 
Essa conversa hipotética com certeza já aconteceu entre muitos — e pode ter ocorrido com você. De quanto em quanto tempo (ou quilometragem) trocar de carro é uma dúvida que persegue boa parte dos que podem fazer essa escolha. Como há vantagens e desvantagens em cada uma das opções, decidimos analisá-las para ajudar o leitor.
POR QUE TROCAR TODO ANO
Algumas vantagens desta primeira opção são evidentes. Estar sempre com um carro novo representa maior confiabilidade, como menor risco de ficar na estrada. Problemas iniciais podem ser sanados sem ônus pela garantia, que é em geral de um ano, embora às vezes seja limitada pela quilometragem. A mão-de-obra das primeiras revisões é gratuita e os custos de manutenção são mais baixos, pois ainda não é preciso substituir itens caros como pneus, embreagem e amortecedores.

Todo o conjunto do carro é mais agradável no início. Com o passar do tempo, surgem folgas, imprecisões e desgastes que não inviabilizam o uso, mas reduzem aos poucos a segurança e o prazer de dirigir. Sem falar em aspectos emocionais, como o status e a satisfação de possuir um veículo novo. Trocar todo ano enseja também a possibilidade de corrigir logo uma opção malfeita — por exemplo, a compra impensada de um modelo de duas portas para a família, em vez da versão de quatro portas.
 
Entretanto, uma alegação freqüente dos que prefeririam trocar de carro anualmente é a depreciação, que tornaria difícil “pular” novamente para o zero-quilômetro após alguns anos de uso. A esses é preciso esclarecer que, mesmo com um índice de depreciação fixo (veja o gráfico número 1), a perda de valor se torna cada vez menor com o passar dos anos.
POR QUE MANTER O USADO
É exatamente em decorrência da desvalorização que pode valer a pena usar o carro por dois, três ou mesmo quatro anos. Como a perda de ano para ano é cada vez menor, manter o automóvel usado significa um gasto a menos que facilitará em muito a próxima troca.
 
Vamos exemplificar supondo inflação zero e tomando como base um índice de depreciação anual, fixo, de 20%. Em vez de trocar três vezes de carro num período de três anos, pagando por cada um R$ 20 mil e obtendo na venda R$ 16 mil (depreciação de 20%), você pode pagar uma única vez os R$ 20 mil e obter cerca de R$ 10,2 mil na venda, após três anos de uso (as perdas acumuladas somam 48,8%). Ao finalmente trocar de carro, você investe apenas R$ 9,8 mil, algo menos que os R$ 12 mil que teria gasto se o trocasse três vezes. É provável que essa economia de R$ 2,2 mil cubra as despesas com manutenção que a troca anual evitaria.
 
Na realidade a depreciação não ocorre de forma constante, em razão das flutuações naturais de mercado. O que se tem verificado ao analisar as tabelas de usados é que no primeiro ano há uma desvalorização acentuada, da ordem de 20% a 25%, que se reduz bastante no segundo ano e deste para o terceiro. A partir do quarto ou quinto ano há uma quase estabilização do valor, limitando-se a depreciação anual a menos de 10%. Uma das razões para isso é o preço mais baixo do usado, que aumenta a procura e gera valorização. Refeitos os cálculos de depreciação (veja o gráfico número 2), verifica-se vantagem ainda maior em permanecer com o mesmo carro por vários anos.
 
Esses índices não são fixos, porque cada modelo sofre uma depreciação diferente. De maneira geral, os carros importados e os de luxo desvalorizam mais e em menor tempo, pois sua manutenção é mais onerosa e sua aquisição, quando novos, está mais condicionada ao status que num modelo de classe inferior. O mesmo vale para os esportivos, que ganham imagem de “carro ralado” quando usados. Já os “populares” e veículos com reputação de grande resistência têm menor depreciação.

Outro ponto importante são os opcionais. Apesar da tendência de se valorizarem itens como ar-condicionado e direção assistida, continua grande a depreciação dos veículos assim equipados. Ou seja, poucos compradores de usados se dispõem a pagar por esses equipamentos. Outros acessórios de menor utilidade, que podem representar 20% de acréscimo no preço do carro novo, chegam a perder integralmente o valor em poucos anos. Trocar de carro anualmente, portanto, pode sair ainda mais caro se tiverem sido agregados muitos opcionais.
 
A essas vantagens básicas aliam-se algumas outras, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que cai na mesma proporção do valor do veículo. O prêmio (custo) do seguro também decresce, embora em menor escala, já que algumas das despesas contratadas — como a reposição de peças em colisões — não ficam mais baratas com o tempo. E ainda se gasta menos tempo e dinheiro com instalação (ou transferência) de som e acessórios, emplacamento e vistoria do veículo novo.
 
Por outro lado, é preciso levar em conta que aqueles que rodam muito anualmente podem não aproveitar a vantagem financeira, uma vez que os gastos com manutenção tendem a aumentar bastante. De uma maneira geral, deve-se considerar como ideal rodar entre 10.000 e 12.000 quilômetros por ano. Mais do que isso pode afetar a estratégia de ficar mais tempo com o mesmo veículo.
 
Quando, então, trocar de carro? A resposta exata exigiria um cálculo específico para cada caso, que levasse em conta depreciação, custo de manutenção por ano e o quanto se roda. O fator obtido indicaria o momento da troca: é quando o aumento das despesas com a conservação coloca em risco a vantagem da menor desvalorização do usado. De modo geral, porém, pode-se afirmar que este momento fica além do período de um ano que tantos crêem ser o ideal para ficar com um automóvel.

COMPRA DO USADO É BOA OPÇÃO?
Levado pela reportagem, o leitor pode concluir ser vantajoso trocar com freqüência seu carro usado, mas não por um zero-quilômetro e sim por outro usado, mais novo. Assim, evitaria rodar com um veículo ultrapassado ou muito antigo, sem o inconveniente da depreciação acentuada do primeiro ano.
 
É um ponto de vista relativo. A compra freqüente de modelos usados traz um maior risco de se adquirir carros maltratados, com defeitos graves, recuperados de acidentes ou mesmo roubados. Se feita em concessionárias, onde as garantias em tese são maiores, a operação pode não compensar pelo custo — paga-se mais pelo carro comprado e recebe-se menos pelo que é vendido em troca. Assim, nossa orientação se limita ao período ideal da troca do usado por um novo.
 
Vale lembrar que o que determina a conveniência de manter o carro por alguns anos é a situação do mercado num determinado período. Se todos ampliassem seu período de troca, os semi-novos seriam valorizados e os zero-quilômetro tenderiam a ficar mais baratos. Nesse novo contexto, talvez passasse a valer a pena trocar de carro todos os anos.

DEPRECIAÇÃO CONSTANTE DE 20% AO ANO



Valor do Okm Após 1 ano Após 2 anos Após 3 anos Após 4 anos Após 5 anos
20.000 16.000 12.900 10.240 8.192 6.553
Esta primeira tabela mostra como ocorre a desvalorização de um carro, em teoria: com um índice de depreciação constante de 20% ao ano, a perda de valor é cada vez menor. A partir do segundo ano, o percentual é aplicado sobre o preço do ano anterior, e não mais sobre o do carro zero-quilômetro. Não ocorre, portanto, a perda absoluta de valor em cinco anos (cinco vezes 20%), como muitos acreditam.
DEPRECIAÇÃO VARIÁVEL
Valor do Okm Após 1 ano Após 2 anos Após 3 anos Após 4 anos Após 5 anos
20.000 15.000 13.913 12.648 11.498 10.746
A segunda tabela revela como acontece na realidade uma depreciação típica, constatada nas tabelas de carros usados: acentuada no primeiro ano, reduz-se fortemente já no segundo e terceiro anos, e torna-se bastante suave do quarto ano em diante. Com o que se gastaria numa troca precipitada, já no primeiro ano de uso, é possível pagar a manutenção por um bom tempo.